terça-feira, 13 de março de 2012

Operações fundamentais.


Figurino de sambista.



Trem das onze - Versão em Italiano.

Adoniran "Gênio" Barbosa.

Adoniran Barbosa:
"Trem das Onze"
Caixinha de fósforos nas mãos, Adoniran aproveitava a viagem para compor. Os versos surgiam entre uma estação e outra, ritmados pela cadência do vagão. Especialista em criar tipos urbanos, o artista, nascido em Valinhos em 6 de agosto de 1910, tirava samba dos trilhos. E traduzia, na nova música, a história de um rapaz que tinha de deixar a namorada sozinha para voltar para casa e cuidar de sua mãe. “Se eu perder esse trem, que sai agora às 11 horas, só amanhã de manhã.” Um dos bairros atravessados pela ferrovia acabou entrando na letra por acaso. Era preciso encontrar uma rima. “Manhã... manhã... Jaçanã! Achei bonito o nome”, confessou Adoniran em uma entrevista de 1974, dez anos depois do lançamento da canção que é a cara de São Paulo.
Adoniran Barbosa faria 100 anos em agosto. E ficaria todo prosa ao saber que “Trem das Onze” ainda ocupa lugar de destaque na predileção dos paulistanos. Toda terça-feira, uma centena de pessoas vai ao Bar Brahma assistir aos Demônios da Garoa, que sempre encerram o show com seu samba mais famoso. Sentado em uma das mesas, Adoniran abriria um sorriso, pediria um cigarro “emprestado” (para fumar na calçada, é claro), ajeitaria a gravata-borboleta e, no repique da inseparável caixinha de fósforos, cantaria com a platéia. Em tempos de Beyoncé e “Rebolation”, ele descobriria que seus versos continuam reverenciados como um hino. Seis anos atrás, por exemplo, os 450 anos de São Paulo inspiraram uma campanha da TV Globo para eleger a música “com a cara da cidade”. O povo escolheu “Trem das Onze”, uma senhora de 40 anos que, até então, já tinha sido gravada em francês, espanhol, italiano e hebraico.
A canção surgiu em setembro de 1964, gravada pelos Demônios da Garoa em LP e em compacto simples (com “Chum Chim Chum”, de Heitor Carillo, no lado B). Fazia 13 anos que o grupo lançava músicas de Adoniran, então uma espécie de Chico Anysio do rádio, intérprete de personagens populares como o malandro Charutinho em programas humorísticos. Um desses programas, as Histórias das Malocas, era líder de audiência nas noites de sexta-feira. Desde 1955, com o sucesso de “Saudosa Maloca”, o grupo se tornara intérprete oficial desse paulista de Valinhos, nascido João Rubinato.
O toque de Midas teria sido a iniciativa dos Demônios de transformar tábua em “táuba” e exagerar os erros de português – que logo virariam rubricas de Adoniran. Até aquele momento, o compositor ainda não havia adotado o estilo “narfabeto”. “Foi idéia dos Demônios”, afirma Roberto Barbosa, o Canhotinho, que aos 70 anos ainda toca cavaquinho no quinteto. “Estragaram minha música”, Adoniran teria dito, mudando de opinião após a consagração da faixa e incorporando coisas como “nóis fumos” e “despois” nos sambas seguintes. “Foi um casamento que deu certo”, diz Canhotinho. “Os Demônios não estariam na ativa até hoje sem as músicas de Adoniran, e ele não teria vingado como compositor se não tivesse sido gravado pelo conjunto.”
No período de nove anos compreendido entre “Saudosa Maloca” e “Trem das Onze”, os Demônios gravaram 14 composições dele, como “Iracema” e “As Mariposas”. “Por mais de vinte anos, foi com os Demônios que a gente conheceu Adoniran”, diz Assis Ângelo, biógrafo do grupo. Apenas em 1974 o compositor lançaria seu primeiro álbum como cantor. Na interpretação do quinteto, suas faixas eram tão bem-sucedidas que, em 1964, o diretor da gravadora Chantecler fez uma única exigência ao fechar contrato. “Quero relançar as coisas do Adoniran”, disse Braz Baccarin, hoje com 79 anos. “E preciso de uma música inédita.” Arnaldo Rosa (morto em 2000), então líder dos Demônios, lembrou-se de um samba que Adoniran oferecera a ele dois anos antes, quando o grupo se preparava para viajar para o Uruguai e a Argentina.

“A gente ensaiava no apartamento do Toninho (violonista, morto em 2005), e os compositores vinham nos mostrar repertório”, diz o pandeirista Cláudio Rosa, 77 anos, irmão do líder Arnaldo Rosa. Adoniran, que não tocava nenhum instrumento, apenas cantava, delegando aos músicos a função de criar a harmonia e o arranjo. As introduções repletas de “quais quais quais” eram obra dos Demônios, como o “pascalingudum” de “Trem das Onze”. “Não gostei daquela letra”, afirma Narciso, 75 anos, também violonista do conjunto. “Eu tinha sido uma criança rebelde, apanhava da mãe, e achei muito fraca essa história de ir para casa porque a ‘véia’ está esperando.” Mas os colegas acreditaram no samba, e, pela primeira vez, Adoniran ficaria conhecido nacionalmente

O trem das onze ainda apita na esquina da Ipiranga com a São João. Conhecidos como “intérpretes oficiais” da obra de Adoniran Barbosa (e citados no Guiness como o conjunto vocal há mais tempo em atividade no mundo), os Demônios da Garoa se apresentam toda terça-feira no Bar Brahma. Como de costume, metade do repertório é dedicada aos grandes sucessos do mais paulistano dos sambistas: compositor nascido em Valinhos e radicado na capital que ficou famoso por criar tipos urbanos para lá de populares e incluir erros de português em suas canções. No ano em que Adoniran Barbosa completaria um século, Época São Paulo foi conferir uma apresentação do grupo e aproveitou para bater um papo com os cinco músicos.
Hoje, não há mais nenhum integrante da formação original do quinteto, na estrada desde 1948. Dois deles, no entanto, são filho e neto do fundador Arnaldo Rosa. Um terceiro músico, Roberto Barbosa, entrou no conjunto em 1962 e, dois anos depois, teve a oportunidade de tocar cavaquinho na primeira gravação de “Trem das Onze”, eleita a música “com a cara de São Paulo” em enquete promovida pela Rede Globo em 2004, por ocasião do aniversário de 450 anos da cidade. Na qualidade de veterano, Roberto Barbosa, o Canhotinho, conta que a famosa introdução da música, com o “dan-zan-zan-zan” e o “pascalingundum” característicos, foram criados pelos Demônios. E afirma que “Trem das Onze” ainda é a música mais pedida pelo público. “Se a gente não toca, o contratante não paga o cachê”, diz. Confira as versões em italiano e hebraico do samba mais famosos de Adoniran.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Formatação para Trabalho - Festa Santa Lúcia.

Formatação:
Título - Arial 14
Texto - Arial 12
Margens:
Esquerda = 3
Direita = 2
Superior = 3
Inferior = 2
Espaçamento entre linhas = 1,5
Folha A4
ABNT.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Unificada - Gabarito 8º Ano(2012)


Unificada - 25/02/2012 - 8º Ano


30% da população de uma cidade litorânea moram na área insular e os demais 337.799 habitantes moram na área continental. Quantas pessoas moram na ilha?
a) 144 701
b) 155 177
c) 144 771
d) 104 771
e) 155 071

2)  Ao comprar um produto que custava R$ 1.500,00 obtive um desconto de 12%. Por quanto acabei pagando o produto?
a) R$ 1.320,00
b) R$ 1.230,00
c) R$ 1.020,00
d) R$ 1.030,00
e) R$ 1.018,00

3) Em março de 2010, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq) reajustou os valores de bolsas de estudo concedidas a alunos de iniciação científica, que passaram a receber R$ 360,00 mensais, um aumento de 20% com relação ao que era pago até então. O órgão concedia 29 mil bolsas de iniciação científica até 2009, e esse número aumentou 48% em 2010.(O Globo, 11 março 2010). Caso o CNPq decidisse não aumentar o valor dos pagamentos aos bolsistas utilizando o montante destinado a tal aumento para incrementar ainda mais o número de bolsas de iniciação científica no país, quantas bolsas a mais que 2009, aproximadamente, poderiam ser oferecidas em 2010?
a) 5,8 mil
b) 13,9 mil
c) 16,4 mil
d) 22,5 mil
e) 51,4 mil

4) Em uma população de 250 ratos, temos que 16% são brancos. Qual é o número de ratos brancos desta população?
a) 40
b) 45
c) 52
d) 65
e) 70

5) Um aluno teve 30 aulas de uma determinada matéria. Qual o número máximo de faltas que este aluno pode ter sabendo que ele será reprovado, caso tenha faltado a 30% (por cento) das aulas?
a) 3
b) 9
c) 11
d) 15
e) 25

6)  Uma sala de aula tem 40 estudantes, sendo que 60% são alunas. Quantos são os alunos da sala?
a) 6
b) 11
c) 16
d) 26
e) 29



Gabarito Unificada - 6º Ano

PROVA UNIFICADA DE MATEMÁTICA- 6 º Ano.
1)Qual o número da nossa notação usamos para representar o valor do símbolo  (Flor de Lótus)?
a) 20
b) 100
c) 200
d) 1 000
e) 100 000

2) O sistema de numeração egípcio era decimal (base 10), ou seja, contavam de dez em dez. Logo, dez bastões valiam um calcanhar e dez calcanhares valiam o mesmo que uma corda. Então, para escrever o número 141, eram necessários:
a) 2 cordas, 3 calcanhares e 2 bastões
b) 1 corda, 4 calcanhares e 1 bastão
c) 3 cordas, 2 calcanhares e 2 bastões
d) 1 corda, 4 bastões e 1 calcanhar
e) 2 cordas, 2 calcanhares e 2 bastões.

3) O sistema de numeração romano, possui regras importantes. Uma delas é que não se pode repetir por mais de três vezes o mesmo símbolo na composição do numeral. Qual dos números a seguir não se encaixa nessa regra?
a) VIII = 8
b) LXXX = 80
c) DDCXX = 1 120
d) DCCC = 800
e) MMMDXLIII = 3 543

4) No número 75 432 000, qual é o valor posicional do algarismo 5?
a) 50 000
b) 5 000
c) 500 000
d) 5 000 000
e) 50 000 000

5) Quantas dezenas há no número 52 536?
a) 52
b) 536
c) 525
d) 5 253
e) 52 536

6) A forma correta de representar o valor por “extenso”  de R$ 2.345.000,00 é:
a) Dois mil, trezentos e quarenta e cinco reais.
b) Vinte e três mil, quatrocentos e cinqüenta reais.
c) Dois milhões, trezentos e quarenta e cinco mil reais.
d) Dois milhões, trezentos e quarenta e cinco reais.
e) Duzentos e trinta e quatro mil e quinhentos reais.